A política populista caracteriza-se por modo de exercício do poder através de uma combinação de plebeísmo, autoritarismo e dominação carismática. Mobiliza massas e usa a máquina pública para se perpetuar no poder concedendo benefícios aos trabalhadores e à classe média, a fim de obter contato direto entre as massas populares e seu líder.
Getúlio Vargas (1930- 1945/ 1951-1954), por meio de amplas alianças e o controle dos meios de comunicação, se transformou em uma grande unanimidade política. Seu discurso nacionalista e a concentração de poderes políticos lhe ofereceram uma longa carreira presidencial. Como exemplo da pluralidade de idéias desse período, podemos notar que Vargas conseguia, ao mesmo tempo,
ser considerado o “pai dos pobres” e a “mãe dos ricos”.
Historicamente, no entanto, o termo populismo acabou por ser mais identificado com certos fenômenos políticos típicos da América Latina, principalmente a partir dos anos 1930, que teve como grande contexto propulsor a crise de 1929. Nessa época, várias das nações latinas vistas como portadoras de uma economia periférica viveram uma fase de desenvolvimento econômico seguido pelo crescimento dos centros urbanos e a rearticulação das forças sociais e políticas. Foi em meio a essas transformações diversas que a prática populista ganhou terreno. Aqui no Brasil a gênese do populismo esta ligada a revolução que derrubou a republica velha oligárquica, colocando no poder Getulio Vargas.
O governo de Getúlio Vargas foi marcado pelo início de uma crise econômica no país, ao passo que no âmbito internacional a Guerra Fria responsabilizava-se pela grande polarização política do mundo em dois grandes blocos. A situação de Getúlio passou a ser insustentável em vários sentidos: nas relações exteriores, exercendo uma política de caráter imperialista, os Estados Unidos empreendiam intervenções em diversos países; os interesses norte-americanos no Brasil eram contrariados pela redução da remessa de lucros de empresas estrangeiras aqui estabelecidas. O Estado também passou a controlar setores anteriormente sob controle de empresas estrangeiras como, por exemplo, foi o caso da Petrobrás, que passou a produzir grande parte do petróleo do país, fazendo concorrência com empresas estrangeiras como a Texas Company (TEXACO). Além destes fatos, os Estados Unidos não obtiveram apoio do Brasil na guerra da Coréia: Getúlio Vargas negou-se a enviar tropas para a guerra.
Outros políticos populistas bastante conhecidos entre os brasileiros são Juscelino Kubitschek, o qual pôs em prática o famoso plano "50 em 5", que propusera um grande avanço nos mais vários âmbitos no Brasil. Desse projeto nasceu a atual capital do país, Brasília; e Luís Inácio Lula da Silva, atual presidente da nação.



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