Quando aprendemos sobre a Guerra Fria, aprendemos que essa é uma expressão que define um conflito apenas ideológico, pois quase não houve o uso de armas para que uma potência atacasse a outra, apesar de possuírem centenas de mísseis. Vamos entender no texto abaixo os motivos dessa guerra, o porquê era mais ideológica e também como tudo terminou.
Tudo começou no final da Segunda Guerra Mundial, quando em uma reunião para discutir sobre política e economia as duas potencias se sobressaíram, mas logo as diferentes opiniões e idéias formaram um clima de oposição, de antagonismo. De um lado a União soviética defendendo suas idéias socialistas e de outro os Estados Unidos defendendo o capitalismo. Os dois tentaram impedir que as idéias da oposição influenciassem outras potências. Logo estava começando a Guerra Fria, uma guerra que não houve o conflito direto, mas a ameaça de um confronto gerava pavor em muitos, pois todos sabiam que uma Terceira Guerra significava talvez o fim da vida na Terra já que eles não mediriam esforços para atacar e usariam bombas atômicas, nucleares...
Esse momento mundial ficou marcado por alguns fatores que houveram em comum entre os dois blocos econômicos: a corrida espacial e a espionagem.
Estados Unidos e União Soviética disputavam quem obteria primeiro maior domínio e conhecimento do espaço. Essa disputa tinha um significado científico e militar. Resultado: em 1957 a URSS lança no espaço o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputinik. Em 1961 lança o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin. Como resposta, 8 anos mais tarde os EUA envia na missão Apollo 11 três tripulantes à Lua, tornando-os os primeiros humanos a pisar em solo lunar.
A espionagem foi outro grande fator presente em ambos os lados do mundo. No bloco capitalista destacou-se a CIA (Agência Central de Inteligência) que além de espiar seus adversários, participavam também na organização de golpes de Estado que instalaram ditaduras em diversos países da Améria Latina. No bloco socialista, o destaque ficou por conta da KGB (Comitê de Segurança de Estado) que além de espionar os países do bloco capitalista, era encarregada de reprimir qualquer oposição ao governo de Moscou.
A espionagem foi outro grande fator presente em ambos os lados do mundo. No bloco capitalista destacou-se a CIA (Agência Central de Inteligência) que além de espiar seus adversários, participavam também na organização de golpes de Estado que instalaram ditaduras em diversos países da Améria Latina. No bloco socialista, o destaque ficou por conta da KGB (Comitê de Segurança de Estado) que além de espionar os países do bloco capitalista, era encarregada de reprimir qualquer oposição ao governo de Moscou.
Em 1973, as superpotências concordam em desacelerar a corrida armamentista, fato conhecido como Política da Détente. Esse acordo dura até 1979, quando a URSS invade o Afeganistão. Em 1985, com a subida ao poder do líder soviético Mikhail Gorbatchov, a tensão e a guerra ideológica entre as superpotências começam a diminuir. O símbolo do final da Guerra Fria é a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Alemanha é reunificada e, aos poucos, dissolvem-se os regimes comunistas do Leste Europeu. Com a desintegração da própria URSS, em 1991, o conflito entre capitalismo e comunismo cede lugar às contradições existentes entre o hemisfério norte, que reúne os países desenvolvidos, e o hemisfério sul, onde está a maioria dos subdesenvolvidos.



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